Transformação

3037367416_43ac5bca96_bMeses se passaram desde o último post e isto porque os últimos tempos têm sido demasiado intensos emocionalmente, muitas mudanças, muitos começos e muita aprendizagem que, inevitavelmente, gera grandes desafios interiores, permite a percepção das nossas limitações, medos que afloram e que por vezes nos dominam, ansiedade em relação à incerteza… As grandes mudanças na vida são sempre catalizadoras de grande transformação interior.

E assim me encontro num novo país, uma realidade tão distante de tudo aquilo que me é familiar, que o choque cultural não pôde ser evitado nem tão pouco minimizado. Veio em grande e com toda a bagagem de medo que o meu Ser pudesse abarcar. Cada dia é um grande aprendizado, vivo neste momento a experiência mais rica de toda a minha Vida. Estou a ter a oportunidade de me reinventar como nunca antes me tinha sido possível, definitavamente se acreditarmos que somos merecedores, o mundo apresenta-se repleto de possibilidades ilimitadas ao nosso dispor. Ainda estou a assimilar tudo o que me aconteceu e continua a acontecer a cada dia. Voltarei em breve com as ideias e os sentimentos mais tranquilos e nítidos.

Até lá o que vos posso dizer é que, de facto, tudo na vida é possivel, as barreiras somos nós que as criamos na nossa mente, se não resistirmos à mudança e ao fluxo natural da vida, o mundo abre-se perante nós com todo o seu esplendor de abundância e prosperidade.

Até breve.

Autenticidade

sunriseAcredito que o nosso propósito na vida seja desenvolvermos ou, mais concretamente, aos poucos redescobrirmos a capacidade de sermos autênticos no que quer que seja que façamos. Parece algo simples, mas na realidade envolve muitos outros processos paralelos que nos irão permitir, quando prontos, ter a coragem de manifestar a nossa autenticidade. É necessário resgatarmos verdadeiramente a nossa auto-estima com a consciência que somos indivíduos únicos, é necessário largarmos as várias camadas de normas aprendidas, conhecimentos adquiridos passados de geração em geração sobre o que é aceitável e expectável que façamos na vida, é necessário, em suma, soltarmo-nos lentamente das correntes de condicionamento imposto pela sociedade e passarmos, assim, a viver segundo a nossa própria verdade, mesmo que para muitos essa verdade não faça qualquer sentido.

À medida que nos soltamos para a vida, a alegria interior reemerge gradativamente, como se estivéssemos a renascer e a saborearmos a vida pela primeira vez, passando a ser capazes de sentir a beleza colateral das coisas.

Sei que nada sei, e não faz mal de facto, pois não preciso de saber. Quanto mais me desapego da necessidade de respostas, mais compreendo com o coração que o conhecimento não é, de todo, fonte de felicidade, e sim, a simplicidade pura de simplesmente Ser.

Expansão

tumblr_o1qd4r3eh31s2l6uko1_1280A vida é expansão, a morte é contracção.

Quando nos expandimos, aprendemos a confiar em nós e naquilo que vamos manifestar, quando temos plena consciência do que merecemos e deixamos fluir, afastamos os medos e as dúvidas e abrimos espaço para a Vida acontecer. Assim, ficamos em harmonia connosco e com o Todo.

Quando nos contraímos, pelo contrário, por mais que nos esforcemos para conquistar algo, não iremos ser bem sucedidos, pois estamos a bloquear a magia da Vida, estamos a fechar as nossas infinitas possibilidades através do medo.

No decurso da nossa jornada vamos, inevitavelmente, deparamo-nos com pessoas e situações que, consciente ou inconscientemente, nos tentarão por para baixo, nos alimentarão o medo, colocarão dúvidas na nossa mente e tentarão minar a nossa alegria de ser. Já que não há como evitar estas situações em algum ou outro momento, pois todos nós ainda temos muitas limitações, o melhor que podemos fazer por nós mesmos é sermos sempre os nossos melhores amigos, seleccionando o tipo de pensamentos e sentimentos que queremos alimentar, visto que o tipo de diálogo interior e a relação que temos connosco determinará sempre o curso da nossa vida.

Ciclos

downloadfiles-wallpapers-1600_1200-evening_grass_wallpaper_plants_nature_1109A Vida é uma fonte de mudança inesgotável, tanto experienciamos a plenitude como o desânimo, tudo se transmuta como as estações do ano. Talvez seja assim mesmo,não há nada para lutar contra, deixemos acontecer dentro de nós o que tem de acontecer e, inevitavelmente, ao Inverno sucederá a Primavera e depois o Verão.

Não há segredos se pensarmos bem, toda a Natureza obedece a esta ordem natural, porque haveria de ser diferente para nós humanos? Deixemos a tristeza vir quando precisa de vir, ela não é má, se não tivermos medo dela podemos até mesmo aprender algo mais no processo. As tendências espirituais que vão surgindo são apenas mais uma distracção para a mente se não compreendermos que não é possível estarmos positivos o tempo todo, o sol e o calor também não existem 365 dias por ano, tudo o resto também é necessário, é complementar, é essencial. Percebo agora que fugimos desse “tudo o resto”por puro pavor de lidar com as nossas polaridades negativas, se assim lhes posso chamar, não temos o preparo necessário e identificamo-nos tremendamente com o que sentimos em determinado momento, ainda mais fortemente se for uma emoção como a tristeza, a raiva ou a angústia. Eu estou triste e desanimada mas eu não sou a tristeza e o desânimo, e por isso tudo está bem. Eu sei o que sou e em breve, ao não temer o que sinto agora, a tristeza irá transformar-se em força e coragem, alegria e ânimo e, assim, entrarei mais completa na próxima maré da minha Vida.

Escrevo sentada na relva, rodeada de árvores, oiço as gaivotas e passarinhos, a sua música e bater das asas e assim, envolvida na Natureza à qual pertenço, sinto-me em casa e sei que da mesma forma que a noite terminará e o sol nascerá no dia seguinte, a minha tristeza também cessará e será substituída pela alegria e contentamento.

Revisão de 2016

13532946_1067542319991665_611534962741821657_n2016 foi um ano repleto de acontecimentos, grande parte deles inesperadamente esperados. Posso dizer que foi um ano que se comportou como as marés, por vezes esteve maré cheia, outras vezes maré vazia, mas qualquer uma das situações foi acompanhada de grandes lições. Para mim tudo culminou com uma revelação existencial que experienciei em relação à Vida. Para trás ficou uma personalidade e nasceu uma individualidade. Para trás ficou a identificação com coisas, situações e pessoas, e para a frente tem se manifestado cada vez mais uma consciência em relação à beleza da Vida, a Vida que está em mim, nas árvores à minha volta, nos animais, nas estrelas, no vento, no sol e na lua. Para trás ficou a necessidade constante de “fazer” para me sentir bem, e nasceu a coragem de simplesmente ser, sem fazer. Agora, quando faço as actividades que há poucos meses me obrigava a fazer porque sem elas não me conseguia sentir bem, faço-as porque realmente as aprecio, porque me divirto, porque me liberto, porque é bom! Sinto-me um pássaro a voar da jaula imaginária.

Se estivermos realmente disponíveis é impressionante aquilo que a Vida nos pode ensinar todos os dias. Na verdade, a Vida não nos ensina propriamente, ela apenas nos ajuda a largar as camadas de condicionamento que vestimos e começarmos a ser mais aquilo que intrinsecamente somos. 

Para este novo ano de 2017 desejo apenas continuar esta jornada rumo a mim própria e tornar-me cada vez mais autêntica para mim e para aqueles à minha volta que comigo trilham este caminho.

Feliz ano de 2017!

Dizer Não

golfinhosDizer não… Uma pequena palavra composta por uma sílaba apenas, contudo implica uma acção extremamente difícil de realizar. Desde cedo nos foi intuído um “altruísmo” obediente, uma obrigação de corresponder às expectativas que depositam em nós, caso contrário seremos alvo de críticas, julgamentos e pior de tudo, de desamor! Tememos que deixem de nos amar ao não atendermos às necessidades dos demais e ao nos colocarmos em primeiro lugar. Que egoísmo da nossa parte fazermos aquilo que é melhor para nós! A verdade é que um amor, de qualquer tipo e feitio, que fica abalado ou deixa existir pela negação de algo a alguém, não é verdadeiramente amor, e sim e apenas, um capricho do ego. Relacionamentos assim não são dignos de ser vividos.

Quando nos pedem algo ou querem algo de nós paremos por um momento e pensemos: “Quererei eu aquilo de que estou a ser solicitada e muitas vezes quase encurralada para atender? Será saudável para a minha vida? Estou a respeitar-me?” Bem, se a resposta for não a estas indagações, então, o melhor é deixar em casa o papel de menina frágil que precisa da aprovação alheia e vestir o verdadeiro papel de poder. Poder sobre as nossas vidas, poder sobre as nossas decisões, emoções, pensamentos e sentimentos! Poder para dizer NÃO! Não vou fazer isso porque não quero. Justificações são desnecessárias, alguém que nos ame realmente irá respeitar o nosso espaço sem insistências, pressões ou questionamentos. Uma pessoa realmente madura aceita um não da mesma forma que aceita um sim. Contudo, se alguém está a ser movido puramente pela criança mimada que existe em si com certeza iremos sofrer reprezálias de algum genéro, mas isso já não é problema nosso, é problema da pessoa que está a reagir assim às circunstâncias com que se depara.

Paremos de viver esse falso altruísmo que a sociedade alimenta tanto e que nos foi incutido desde tão tenra idade, passemos a cultivar outros valores como o nosso amor-próprio, auto-estima e respeito. Passemos a ser as mulheres poderosas que nascemos para ser!

Tudo e Nada

abundancia-imagem-peixesTudo e nada estão a ocorrer dentro de mim.

É um despir de tudo e um vestir de nada. É soltar a mochila das expectativas, das “necessidades”, da ansiedade, do medo, da preocupação, das opiniões alheias. É um vestir de nada, nada que detém o potencial de tudo. Nada que é receptividade, aceitação, amor-próprio, confiança e fé. Um nada que é tanta coisa que as palavras em si não têm poder de descrever, um nada que é leve e solto e não pesa na viagem. Um nada no qual as possibilidades são infinitas e a certeza da inconstância é motivo de felicidade. Um novo começo mais consciente e pleno.

Todos buscam conhecimento, influência, reconhecimento, estabilidade e segurança num mundo no qual a única certeza que existe é a mudança!

Eu abraço a mudança, fluo com o rio da vida para onde as águas se moverem e por isso, eu sou inquebrável, pois eu tiro partido das inconstâncias da vida e me recrio e transformo a cada dia.

Que todos os dias sejam de celebração, pois no meio do caos da vida eu nasci e só isso é um milagre!

Padrões sociais

ovelhas

Hoje queria falar-vos sobre um tópico que controla toda a nossa vida, todos os nossos relacionamentos, todo o nosso comportamento  e mesmo sentimentos, e esse é o padrão social.

Os padrões sociais ditam como nos devemos comportar em determinada situação, o que devemos vestir, o que devemos comer, o que devemos sentir e fazer, o que devemos ter a nível material, o que devemos esperar da vida ou aquilo que acreditamos que é possível para nós atingir. Eles nos ditam tudo, roubam nossa liberdade e nos transformam em bons servos que alimentam as corporações e o nosso capitalismo. Na verdade, o mundo não pretende que sejamos nós mesmos, apenas cópias uns dos outros perfeitamente controladas e amestradas para que não causemos distúrbios e continuemos a fazer a nossa parte nesta grande máquina.

De facto, a princípio podemos sentir-nos revoltados quando nos apercebemos desta situação, do quanto fomos manipulados e usados, no entanto não precisamos nos sentir assim, pois depende apenas de nós alterar isso. O facto destes padrões existirem não quer dizer que os tenhamos de seguir, ao tomarmos consciência de nós podemos começar a agir de dentro para fora, e não de fora para dentro, podemos começar a nos perguntar “Estarei fazendo isto porque fui ensinado desta forma ou estou a fazer assim porque realmente sinto que é isso que devo fazer?” Quanto mais fundo tomamos consciência de nós mesmos, mais nos libertamos de todo o peso social que existe em nosso redor. No processo tomamos consciência que somos muito mais interessantes do que a sociedade nos queria fazer parecer apenas porque somos nós mesmos e somos únicos! Quanto mais nos honramos mais a nossa auto estima aumenta e mais capazes nos sentimos. Quanto mais readquirimos o nosso livre arbítrio e capacidade de pensar livre  de influências externas mais nos apercebemos que estes padrões estão presentes em TUDO, literalmente em tudo, mesmo dentro da área da espiritualidade isso está presente, pois toda e qualquer técnica, terapia ou ritual que nos prive de fazer ou ser aquilo que sentimos que é certo para nós, não está a honrar e a incentivar a liberdade individual de cada um, revelando-se apenas numa maneira mais espiritualizada de pôr em prática os protocolos sociais. 

Como todos sabemos a pressão familiar e dos amigos é um dos pontos mais conflitantes das nossas vidas, mas isso apenas porque jogamos o papel de vítima e oferecemos o nosso poder interno aos outros na grande percentagem das nossas interacções. Como não temos consciência do nosso poder, esperamos muito dos outros e como esperamos demasiado achamos que também temos de dar demasiado mesmo quando não nos sentimos plenos para o fazer ou quando estamos a ir contra a nossa necessidade no momento. Infligimos essa dor em nós para que depois termos como exigir ao outro a recompensa que queremos, ou seja, a atenção, amor, dedicação ou até mesmo recompensas materiais ou de outro género. Estamos lentamente a destruir-nos por não conseguirmos entender que TUDO está dentro de nós, o outro não tem absolutamente nada a ver com as nossas necessidades e não pode em momento algum substituir o amor próprio que tanto buscamos em nós. Não se deixe levar pelas cobranças alheias mesmo que venham dentro do seio familiar, honre suas vontades, não se deixe manipular. Se as pessoas ficarem magoadas com a sua atitude não fique preocupado, isso é um problema deles e não seu, eles é que são magoáveis pois estão dentro deste círculo vicioso que nos gentilmente chamamos de humildade, entre-ajuda ou caridade. Nomes bonitos para esconder a falta gritante de presença em nós mesmos! 

Quebre o círculo, não se deixe mais levar nesta roda viva de cobranças externas, oiça a sua voz e honre-a, isso é tudo o que é preciso para despertar para uma forma plena de viver. Muito amor!

 

Crenças

caminhos-diferentesTudo o que precisamos neste mundo para sermos felizes está dentro de nós, tudo já está cá dentro, todas as potencialidades, discernimento, conhecimento e intuição. A nossa individualidade é, por isso, única e deve ser expressada. Infelizmente a educação que a grande parte de nós recebeu não alimentou essa mesma individualidade, alimentou sim a obedecer, a cumprir os protocolos sociais, a ser modesto porque é feio nos acharmos os maiores, em geral, a educação dos nossos pais e o condicionamento social atrofia, em muitos casos totalmente, aquilo que realmente somos e que realmente queremos expressar. Aprendemos a confiar no invisível cegamente, é-nos alimentada a irresponsabilidade e a imaturidade que se tivermos fé em Deus e se fizermos as nossas preces bem feitas ele vai abrir-nos todas as portas e ele vai fazer-nos feliz. Eu também pensei assim durante muito tempo, mas sinto agora que foi um grande desperdício de tempo e energia da minha parte. A grande Mãe já nos deu tudo, nós somos a própria Natureza, nós somos o nosso próprio Deus, tudo está cá dentro pronto a ser acedido e usado.

Se a nossa vida for miserável, cheia de sofrimento e vitimização, não adianta pedir a Deus por ajuda, não vai acontecer nenhum milagre, é preciso primeiro nos limparmos de todo o lixo mental que carregamos, sacudir a poeira toda que nos tem inebriado todos estes anos. É preciso analisar cada crença negativa em nós, perceber porque temos determinados medos, de onde eles vêm, o que os alimenta e como. Ao tomarmos consciência disto poderemos então substituir estas crenças por outras que nos alimentem positivamente, que nos ajudem a ser a melhor versão de nós próprios: “Eu sou poderosa, eu sou forte, eu tenho abundância e prosperidade” etc, para cada um será diferente.

Esta reprogramação irá alterar a nossa percepção da realidade e portanto a mudança é a única garantia neste processo.

Nesta reprogramação tenho-me apercebido que a maior parte de nós é viciado em ser bem visto e reconhecido pelos demais, viciado em fazer o papel de bonzinho que ajuda toda gente, muitas vezes prejudicando a si próprio, gostamos da palmadinha nas costas, de sermos vistos como heróis perante os outros. O problema disto é que nos bloqueia desenvolvendo a inabilidade de sermos autênticos por medo, passamos a ser bem feitores que dizem sempre sim, grande parte das vezes destruindo as nossas próprias vontades e necessidades. Deixamos de ser nós para sermos o reflexo das carências dos outros.

Esta situação é muito flagrante dentro do seio familiar, onde os laços de sangue que unem as pessoas exigem uma ditadura do sangue. Isso não  existe! Não existe qualquer ditadura do sangue nem de qualquer outro tipo, nós não somos obrigados a amar alguém apenas porque partilhamos um grau de parentesco, nós amamo-nos se houver afinidade e respeito entre nós, nós convivemos porque gostamos da companhia um do outro e nos sentimos bem quando estamos juntos. Gente, não se culpem se não conseguem sentir amor por aquela tia que passa a vida a cobrar atenção e a falar das mágoas do passado, quem iria gostar duma pessoa assim? Nós não somos responsáveis pelas dores alheias ou até mesmo por ajudar seja quem for.

Respeitem-se mais, não ignorem o que a vossa intuição vos diz pois ela é o vosso mestre!

 

O nosso Poder

eagleEstou farta de tanta hipocrisia neste mundo, as pessoas gastam as suas vidas vivendo em função dos outros, do que os outros vão pensar, se os outros vão reconhecer, aceitar, aprovar, condicionamos o nosso Ser em função do que é considerado socialmente bem aceite e admirado.

Desta forma a única certeza que podemos ter é que iremos definhar cada vez mais até ao ponto em que já não temos qualquer brilho no olhar e funcionamos como robots, aprisionados dentro do nosso próprio ego medroso, desconectados de nós.

Eu não sabia, mas durante grande parte da minha vida vivi assim, até ter chegado a um ponto em que me apercebi que o que andava a fazer não fazia sentido nenhum. Revi as minhas crenças limitantes e apercebi-me que eu tinha estado todos estes anos ao serviço de um ego medroso, e não o ego ao meu serviço para expressar a minha individualidade. Substituí estas crenças por outras que me respeitam e fazem manifestar a minha melhor versão neste momento e sem qualquer tipo de dúvida a diferença que senti em mim foi esmagadora. Comecei a sentir um poder em mim, uma força que não julgava ter, comecei a achar-me muito mais interessante do que achava que era, comecei a apaixonar-me por mim como nunca tinha sido capaz anteriormente. Em 29 anos sempre tive graves problemas de auto-estima que me levaram a um diálogo interno destrutivo e a submeter-me a situações indignas para mim, no entanto, após estas pequenas mudanças que fiz, descobri o que é verdadeiramente ter auto-estima, descobri o que é sentir-me o máximo mesmo depois de uma noite mal dormida e cheia de olheiras. Porque eu sou o máximo, eu sou o meu maior admirador, eu sei o que sou e não preciso da aprovação de terceiros para me sentir assim. Eu aprovo-me e eu reconheço-me! 

Pode parecer arrogância falar assim, mas não é, nós fomos ensinados a ser modestos e comedidos e a não nos alimentarmos, não nos darmos valor, mas para sermos realmente felizes nós temos que nos amar verdadeiramente primeiro. Eu sei que isto é um cliché muito batido, tenho ouvido isto toda a minha vida, mas só recentemente descobri verdadeiramente a sua importância e como pode ser transformador. Não importa o quanto os outros nos amem, se nós não nos amarmos o vazio interior será uma garantia. Para honramos a nós próprios e às pessoas à nossa volta que nos amam é imperativo que redescubramos o nosso poder interior, que nos amemos e nos aceitemos, pois caso contrário vamos andar toda uma vida a colocar na mão dos outros o poder sobre nós mesmos.

Sejam menos modestos, olhem para vós e vejam como são interessantes, analisem o que vos provoca medo e porquê e reprogramem essa crença para uma que vos empodere verdadeiramente. 

Se fizerem isto o vosso diálogo interior deixará de ser destrutivo e passará a ser construtivo pois o ego estará ao vosso serviço e não o contrário.

Não tenham medo da vossa grandeza, todos somos especiais pois todos somos únicos. Incorporem a vossa autenticidade e apaixonem-se por ela!